Botando Gás no Novembro Azul

Botando Gás no Novembro Azul

Foi através da Internet que vários poetas fizeram versos sobre o tema do “Novembro Azul”.

Tomei conhecimento do movimento pela coluna “Eu acho é pouco!”, da poeta Dalinha Catunda, no Jornal da Besta Fubana. Uma estrofe de Ismael Gaião, outra de Dalinha. E logo outros poetas começaram a se ajuntar. Também mandei os meus. Depois, Dalinha organizou tudo. E o resultado está logo a seguir.

Não será por falta de incentivo dos poetas que os homens deixarão de fazer a prevenção do câncer de próstata neste Novembro Azul 2015.

1
ISMAEL GAIÃO
O Brasil faz a campanha,
Desde o norte até o sul,
Para os homens se cuidarem
Nesse tal Novembro Azul.
Pro câncer não lhe matar
Só basta você levar…
Essa tal campanha a sério.

2
DALINHA CATUNDA
A campanha é importante
E vem quebrando tabu
Não fiquem intimidados
Muito menos jururu
Pra você se prevenir
Basta apenas permitir…
Levar um dedo de prosa

3
FRED MONTEIRO
É um tal outubro rosa
E um tal novembro azul
A mulher sempre se cuida
O homem só dá xabu
Mas fica dando desculpa
Pondo na vergonha a culpa
de ir no Dr Dedão

4
MARCOS MAIRTON
Para este mês de novembro
Inclua aí nos seus planos
Ir ao filme do Tom Hanks
E ao show do Los Hermanos
Se consultar com o doutor
Que talvez lhe cause dor
Quando mexer no seu olho.

5
DALINHA CATUNDA
E só segue esse conselho
Quem tem rumo e juízo
Quem se negar a fazer
Vai ficar no prejuízo
Um toque não vale nada
É com a luva azeitada
Nunca fiz, mas ajuízo.

6
JESUS DE RITINHA DE MIUDO
Aqui nesse meu estado
De Natal até Assu,
Passando por Acary,
Mossoró, Jucurutu,
Não importa a cidade
Ao homem chegando a idade
O dedo corre na rima.

7
DALINHA CATUNDA
Se o cabra for macho mesmo
Não precisa disso não
O médico pode até ser
Um afrodescendentão
E mesmo vendo estrelinha
O cabra não sai da linha
Sentindo o dedo em ação.

8
LUIZ FERREIRA LIMINHA
O teste da próstata dói
Igual a besta cigana
O dedão do médico é
O nó da cana caiana
E ele sem piedade
O seu fiofó invade
Sem bater nem a pestana…

9
DALINHA CATUNDA
O homem que se garante
Deste exame não tem medo
É um toquezinho de nada
Tem luva e creme no dedo
O perigo é gostar
Com o dedo se acostumar
E isso virar folguedo

10
FRED MONTEIRO
No tempo de Lampião
Não tinha essa de medo
E dizem que Virgulino
Deixava botar o dedo,
Sem brabeza, no papeiro
E o valente cangaceiro
Gostava desse folguedo

11
DALINHA CATUNDA
Por tudo que já ouvi
Sobre o brabo Lampião
Não creio nesse boato
Eu acho que é invenção
Isso tudo a gente nota
É a mais pura lorota
Intriga da oposição.

12
MARCOS MAIRTON
Diagnóstico precoce
Para a cura é o segredo,
Mas nem a tomografia
Mostra o tumor desde cedo.
Se é menor que um feijão,
Me desculpe, cidadão,
O jeito é meter o dedo.

13
DALINHA CATUNDA
Concordo com prevenção
Pra saúde melhorar
Se a mulher toma cuidados
O homem deve tomar
Aqui vai minha sugestão
Para o homem em questão
Começar a se cuidar.

14
MARCOS MAIRTON
É importante que o exame
Todo ano seja feito
Pra descobrir a doença
Quando ela ainda tem jeito.
Para ajudar a ciência
A primeira providência
É vencer o preconceito.

15
DALINHA CATUNDA
Siga o exemplo da mulher
Não fique de pé atrás
Depois do outubro rosa
Vem outro mês que lhe apraz
É o tal do novembro azul
Embaixo do mucumbu
Um dedo o seu teste faz.

16
MARCOS MAIRTON
Para combater o câncer
Prevenção é o caminho.
Pois o danado tem cura
Se é descoberto cedinho.
Por isso, não tenha medo,
Diga “doutor, meta o dedo,
E procure direitinho”.

17
DALINHA CATUNDA
Câncer de próstata mata
Homem tome tendência
Numa dedada de nada
Não precisa truculência
Faça disso sua meta
Não tire seu cu da reta
Pra não sofrer consequência.

18
MARCOS MAIRTON
Dentista mexe em sua boca,
Para cumprir seu ofício.
Fazer exame de sangue
Também não é sacrifício.
Qual a razão de ter medo,
Ou fazer tanto segredo
Com um simples orifício?

19
DALINHA CATUNDA
O homem que tem visão
Busca sempre a plenitude
Tanto cuida da aparência
Como cuida da saúde
E neste novembro azul
Quero ver de norte a sul
A resultante atitude.

20
DALINHA CATUNDA
O exame que se fala
É um caso singular
Uma só dedada para
Se diagnosticar
Eu aqui não faço onda
Mas, meu amigo, responda
E se o cara gostar?

21
BASTINHA JOB
Caso o homem tenha medo
de levar uma dedada
conto aqui um bom segredo
que dá uma aliviada
vá a médico japonês
é famosa a pequenez
e o “frufru” não sente nada!

22
DALINHA CATUNDA
Este exame realmente
É de fato singular
O cabra deve fazer
Sem jamais se descuidar!
Porém se gostar do dedo
Logo ele perde o medo
E acaba por relaxar…

23
TONICO MARREIRO
Não vou por aí poeta
Exame no sangue é “mió”
Já tirei o “meu” da reta
Ora, ora, vejam só…
O “meu” é só pra saída
A “entrada” é proibida
Deixe em paz meu “fi-ó-fó”…

24
DALINHA CATUNDA
Por medo e por preconceito
O homem se prejudica
Isso é fato consumado
Tem pesquisa que indica
Para fugir do ataúde
Cuide de sua saúde
Pois essa é minha dica.

25
RAINILTON DE SIVOCA
Aqui vai meu recado
Pra toda macharada
Participe da campanha
Que tá sendo realizada
Deixe de ser machista
Procure um Urologista
E vá levar sua dedada.

26
DALINHA CATUNDA
Homem deixe de besteira
Não queira passar por tolo
O dedo que faz o teste
É o chamado fura bolo
É um dedinho de nada
Não precisa de zoada
No exame não tem rolo.

27
MARCOS MAIRTON
Meus parabéns, José Ramos,
Por assumir que já fez
O tal exame da próstata,
Com coragem e altivez.
Sua conduta é bem vinda,
Incentiva quem ainda
Espera a primeira vez.

28
DALINHA CATUNDA
Meu amigo José Ramos
Gostei da sinceridade
Medo você engoliu
E assumiu de verdade
Que o exame já fez
E até virou freguês
Só pela necessidade.

29
DAVID FERREIRA
Essa próstata de fato
nos lembra o Jeca Tatu,
o camponês de Lobato,
o caipira do sul
que, por pura ignorância,
diz ser uma petulância,
a tal dedada no olho…

30
DALINHA CATUNDA
Pode ser constrangedor
Não vou dizer que não é
É também boa medida
Você pode levar fé
Quem atrás o dedo sente
Garante ter pela frente
Saúde e pinto de pé.

31
CARLOS DOMINGUES
Difícil é fazer entender ao matuto
Mais ainda ao caboclo
Que ele não vai virar puto
Somente com uma dedada no brioco.

32
DALINHA CATUNDA
Um dedinho não é nada
Diz o doutor pro “caboco”
Que receio então ficar
Sem as pregas do brioco.
Mas o Doutor bem jeitoso
Pega o “caboco” medroso
Com jeito examino o oco.

33
CÍCERO CALVALCANTE
morreu de câncer o pobre do sujeito
E que arrotava grandeza e farofa
Batia com suas mãos duras no peito
E do maligno ria-se em galhofa
Eu jamais quebrei a mão nem fiz trejeito
Não há quem faça a mim mudar de jeito
E Nem me enfie um dedo no fiofa

34
DALINHA CATUNDA
Fazer exame de próstata
Não é coisa d’outro mundo
A posição é ingrata
Mas você precisa ir fundo
Pra não sofrer desengano
Volte uma vez por ano
Seu ganho será profundo.
*

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