Aflora a Liberdade – Dalinha Catunda

Aflora a Liberdade – Dalinha Catunda

* Já fui árvore nativa Crescendo bem natural Mas o machado da vida Em mim fez corte brutal Com sua poda inclemente Quis me fazer diferente Mas teimei em ser igual. * Por ter raízes profundas Presa a terra continuei E nos troncos decepados Ramagem nova espalhei De cada poda aplicada Saía revigorada Por isso me propaguei. * Florida reflorescida…
Cordel de Dalinha Catunda lançado na Feira do Crato

Cordel de Dalinha Catunda lançado na Feira do Crato

1 Este canto nordestino Que sai chorado do peito É lamento não tem jeito Presente no meu destino É um canto peregrino De quem deixou o seu chão Mas guarda no coração A saudade acumulada Daquela vida levada Nas quebradas do sertão. 2 O cheirinho de alfazema A cada irmão que nascia O capão que se comia Pois era este…
O DIA EM QUE CONHECI GONÇALO

O DIA EM QUE CONHECI GONÇALO

Hoje, domingo, oito de junho de 2014, completa uma semana que quitei uma velha dívida que tinha comigo mesmo:  visitar a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, no Rio de Janeiro, um desejo que acalentava desde que publiquei o meu primeiro folheto de cordel, há quase dez anos. Pelas duas da tarde saí do hotel onde estava hospedado em Copacabana…