Pé de chumbo, pé de vento
Essa é uma história baseada em fatos da vida real. Memórias de minha infância, sempre recheada de aventuras, no meu querido bairro do Pirambu, em Fortaleza. Memórias de uma noite...
No último dia seis, no evento “Diálogos pela Vida”, promovido pela Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará (SEJUS), em parceria com a Escola Superior do Ministério Público do Estado do Ceará (ESMP), apresentei “O PROVITA em Cordel”.
O PROVITA, para quem não sabe, é o Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, que funciona nos diversos Estados brasileiros, com apoio federal através da Secretaria de Direitos Humanos. É um programa importantíssimo para o combate a impunidade, porque possibilita a proteção de pessoas que têm importante contribuição a dar à Justiça brasileira, ao mesmo tempo em que beneficia essas pessoas e suas famílias, na medida em que evita que sofram a ação de indivíduos ligados ao crimes e as próprias organizações criminosas.
Acontece que pouca gente sabe sequer que ele existe. Mesmo entre os profissionais do Direito, poucos conhecem seu alcance, benefícios e regras.
Foi pensando nisso que os membros do Conselho Deliberativo do PROVITA no Ceará sugeriram a sua divulgação por meio da Literatura de Cordel, o qual fiquei encarregado de escrever.
Com o texto pronto, o apoio da SEJUS-CE, por meio do Secretário Hélio Leitão foi imediato. O folheto está sendo distribuído com delegados, promotores, entidades de defesa dos Direitos Humanos e outras pessoas interessadas.
Transcrevo aqui apenas os versos iniciais, mas versão eletrônica completa pode ser vista através do link http://pt.calameo.com/read/002326914362d50d6f2fc
Quando alguém comete um crime,
E por ele é processado,
É por meio do processo,
Que o crime será provado,
Através de documentos,
Perícias, depoimentos,
Para o réu ser condenado.
E, no processo, o juiz
Vai o caso examinar
Reunindo as provas todas,
Para no final julgar
Se esse réu é inocente
Ou se há suficiente
Prova para condenar.
Das provas de um processo
Na Justiça Criminal,
Tem uma considerada
De valor fundamental:
A palavra de quem viu,
Ao fato-crime assistiu,
A prova testemunhal.
Sendo assim, a testemunha,
Quando fala a verdade,
Passa a ter grande valor
Perante a sociedade.
É palavra que tem peso,
Por ela alguém vai ser preso
Ou ser posto em liberdade.
Por isso que a situação
Fica muito complicada,
Quando alguma testemunha
Está sendo ameaçada,
E pensa, nesse momento:
– Se der meu depoimento,
Posso ser assassinada.
estou no aguarda de mais publicações de notícias da
ABLC, cuja localidade no Morro Sta Teresa, já foi
visitada por mim, onde deixei meus livreto e apanhei
70 exemplares diversos de cordel nordestino, para venda
em minha cidade.
Campinas, SP, 19 março 1015,
JACYRO BERTOZZO