Pé de chumbo, pé de vento
Essa é uma história baseada em fatos da vida real. Memórias de minha infância, sempre recheada de aventuras, no meu querido bairro do Pirambu, em Fortaleza. Memórias de uma noite...
A redondilha maior
Tem SETE linhas rimadas,
Cada qual com SETE sílabas,
Em estrofes agrupadas.
O SETE está na poesia,
Como a luz está no dia,
E o frio nas madrugadas.
Nas lendas, o SETE surge
Em insólitas versões:
Dragões de SETE cabeças,
Reinos com SETE dragões,
Ou, numa história mais leve,
Ao fugir, Branca de Neve
Encontrou os SETE anões.
Se alguém jurar SETE vezes,
É melhor desconfiar,
Pois quem SETE vezes jura,
Nas SETE pode falhar.
Há erros que são banais,
Mas, pecados capitais,
São SETE, a nos condenar.
O gato tem SETE vidas
O arco-íris SETE cores
É sempre um belo presente,
Um buquê com SETE flores.
Quem viaja os SETE mares
Conhece muitos lugares,
E vive muitos amores.
SETE são as maravilhas
SETE as notas musicais
SETE os dias da semana
E as virtudes divinais.
SETE também são os céus
Destacam-se os SETE véus
Entre as danças sensuais.
SETE reinos se uniram
E formaram a Inglaterra,
O SETE nos acompanha
Até se a vida se encerra,
E o finado, no caixão,
É posto embaixo do chão,
A SETE palmos de terra.
O porquê de tantos SETES
A ciência não responde.
Isso tudo começou
Não se sabe quando ou onde.
Estas SETE estrofes dão
Uma pequena noção
Do que o SETE nos esconde.